"Eu deixo o lenço onde dorme Cássio, para que ele o encontre.
Tais bobagens pro ciumento são provas tão firmes quanto o evangelho.
O meu veneno está mudando o mouro;
Ah! nem papoula, nem mandrágora, nem no mundo qualquer entorpecente, vai conseguir levá-lo
ao doce sono de que ontem gozava.
Quero ser sábio. A honestidade é tola e perde o que procura.
Direi a ele que há dias pernoitei com Cássio e ouvi-o murmurar:
"Doce Desdêmona, fique alerta; ocultemos o nosso amor..." e depois, agarrando a minha mão,
gritou: "Doçura" e cobriu-me a coxa com a perna e entre beijos maldisse o fado que a daria ao mouro!"
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